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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Contratados no serviço público, uma escravidão disfarçada

                      
A maioria das pessoas tem uma ideia errada do contratado no serviço público, e este texto tem como objetivo explicar que o contratado, aquele que realmente trabalha, na verdade é uma vítima do mau gestor.
           
É bom esclarecer mais uma vez que estamos aqui defendendo o contratado que realmente trabalha e que precisa realmente do emprego, não estamos falando do vadio que só recebe no final do mês e que nem mesmo mora na cidade, ou até mesmo no Estado. Também não estamos falando no filhinho de papai que "trabalha" apenas para por gasolina no carro e farrear, estamos falando do cidadão arrimo de família desempregado que precisa do emprego para se sustentar e sustentar a sua família.
            
O TRABALHADOR contratado precisa trabalhar, pois a crise de desemprego em Tucuruí está alarmante, com um grande número de famílias indo embora da cidade por falta de oportunidade.
          
Quem mais movimenta dinheiro na cidade é a prefeitura, mas a PMT está falida e paga o salário dos servidores municipais parceladamente, uns 20/30% em dia e o restante, os 70% que são os descontos com plano de saúde e compras a prazo no comercio pela ASERT, as contribuições sindicais e parcelas de empréstimos consignados são pagos com atraso de até quatro meses, causando sérios prejuízos ao comércio e à rede hospitalar na cidade.
             
Somados a isso tem as compras diretas da prefeitura no comércio e os pagamentos das empreiteiras que atrasam meses à fio, quando são pagas. Estes atrasos geram prejuízos e demissões no comércio e na prestação de serviços, agravando ainda mais o desemprego na cidade.
            
Diante deste quadro perverso, muitos trabalhadores são obrigados a pedir aos políticos emprego na prefeitura em troca do voto seu e da família, e de trabalhar de graça nas campanhas eleitorais dos políticos e seus candidatos.
          
Quando conseguem o emprego, são humilhados pelos chefes e ganham menos que os funcionários efetivos que fazem o mesmo trabalho, além disso, não tem direito à indenização quando demitidos, são demitidos todo ano no mês de dezembro e recontratados em fevereiro e março, ou seja, trabalham 12 meses e só recebem 10 ou 11 meses por ano, e ainda tem de bajular o prefeito e seus amigos e votar em quem eles mandam, senão estão no olho da rua sem direito a nada, com uma mão na frente e outra atrás, em uma situação de semiescravidão.
          
Pior, a Prefeitura passa oito anos sem fazer concurso público, e quando faz o concurso é parcial e com um número mínimo de vagas, tirando assim as chances dos contratados, os mantendo cativos e ainda por cima o concurso não é confiável. O Concurso Público seria a única forma do contratado ser livre, poder ter e expressar sua opinião, e votar em quem bem entender sem medo e sem dar satisfação a ninguém.
       
E não é só a escravidão eleitoral, tem também a escravidão sexual, em que políticos oferecem emprego e cargo público em troca de favores sexuais, não é incomum a população tomar conhecimento de escândalos envolvendo políticos e funcionárias contratadas e em cargos de confiança.
          
Portanto a população de Tucuruí e os efetivos da Prefeitura devem respeitar e entender a situação dos contratados, pois estas pessoas são praticamente escravas e não tem ninguém que os defenda e lhes dê uma oportunidade de regularizar a sua situação, em sua maioria os contratados são pessoas dignas, trabalhadoras e que são apenas vítimas da ambição, da ilegalidade, da impunidade e do descaso e desrespeito para com a pessoa e a dignidade humana por parte dos maus políticos.
              

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Crianças em situação de risco no lixão da prefeitura

     
O lixão da Prefeitura de Tucuruí na Estrada Bom Jesus.

Detalhe das criancinhas brincando no lixão, os brinquedos são:
Uma seringa descartável e uma camisinha usada
O Aterro Sanitário Fantasma. 
                

Segundo informações ainda em 2010, a prefeitura no começo da administração do Prefeito Sancler Ferreira (PPS), comprou uma Área de Preservação Permanente, do Pastor Adauto com a justificativa de fazer ali um Aterro Sanitário. Segundo relatos a compra teria sido intermediada pelo Secretário de Gabinete da PMT.

    
A área de 35 alqueires teria custado R$ 30.000,00 trinta mil por alqueire, totalizando R$ 1.050.000,00 um milhão e cinquenta mil. Ora, em se tratando de APP caso o pastor tivesse vendido a R$ 5.000 cinco mil o alqueire (O que daria R$ 150.000,00 com uma economia de R$ 900.000,00) ainda estaria no lucro, pois o proprietário legalmente não poderia fazer nada nesta área, mas o prefeito pode, já que ele não respeita Lei nenhuma mesmo. 
   
Mas até hoje 30 de julho de 2014, portanto há mais de quatro anos, o tal de Aterro Sanitário não saiu do papel e as obras nem mesmo foram iniciadas, sendo que a prefeitura continua usando lixões. A área comprada para o tal Aterro Sanitário está na juquira e serve apenas de pasto para os bois das fazendas vizinhas. Vejam a matéria que o Folha fez em 2010.
    
Crianças em situação de risco 
   
Enquanto isso crianças catam lixo no lixão da Prefeitura, estas que podem ser vistas nas imagens tem entre três e cinco anos de idade, não dá para ver nas imagens, mas a menor está brincando com uma seringa como pistola de água e a outra com uma camisinha usada. É assim que as crianças carentes de Tucuruí são tratadas pela PMT, abandonadas em lixões vivendo e se alimentando de lixo. Esta é a Tucuruí verdadeira, não aquela que é apresentada nos programas da prefeitura pagas a peso de ouro com o dinheiro dos impostos cobrados do povo. Centenas de famílias estão abandoando a cidade, ou sendo obrigadas a viver pedindo esmolas e vivendo de catar e se alimentar de lixo, pois o desemprego na cidade é uma coisa de louco. 
     
Isso é uma vergonha!!!
     

SINSMUT após 20 anos de sua fundação, o SINSMUT recebe finalmente a Certidão de Registro Sindical

O SINSMUT recebeu a Certidão de Registro Sindical do Ministério do Trabalho e Emprego, estando assim plenamente legalizado pela primeira vez em sua história.
     
Parabéns á atual diretoria que conseguiu a legalização do SINSMUT após duas décadas.
            
Agora o SINSMUT pode afirmar que realmente representa legalmente o servidor Público Municipal de Tucuruí.
          
Abaixo a cópia da Certidão.
         
                  

terça-feira, 29 de julho de 2014

Prefeito de Tucuruí tenta encostar a justiça na parede, ou a PMT faz um concurso fajuto, ou não faz concurso algum

           
A decisão judicial que estamos publicando abaixo, mostra que o Prefeito Sancler Ferreira (PPS) está sendo obrigado pela justiça a fazer o concurso público na Prefeitura de Tucuruí, sob pena de pagar R$ 5.000,00 cinco mil de multa INDIVIDUAL por dia de atraso na publicação do Edital, Intervenção no Município e afastamento do Prefeito por descumprir ordem judicial.
       
Sendo assim, certamente orientado por advogados e contadores, o Prefeito Sancler Ferreira (PPS), tenta colocar a justiça contra a parede. Por um lado divulga um edital cheio de falhas, com apenas 30% das vagas disponíveis, e ainda COM DISPENSA DE LICITAÇÃO contrata uma empresa que está sendo processada na justiça (Já perdeu em duas instâncias), por fraude no concurso público de Salinópolis no Pará.
         
Parece-nos óbvio que o Prefeito espera e trama para que a justiça anule o Edital e o concurso, então o prefeito ganharia tempo, pois o Concurso em Tucuruí ficaria sub judice, e ele poderia empurrar este concurso com a barriga até o final do mandato, ou até mesmo não fazer e jogar esta responsabilidade para o seu sucessor.
     
Mas caso a justiça não se manifeste diante de tantas irregularidades e indícios de tentativa de fraude, e o concurso continue, Sancler pode fazer um concurso fajuto e ainda por cima e provavelmente garantir a maior parte das vagas disponíveis para seus apadrinhados e para os apadrinhados dos 12 vereadores da sua base, e ainda garantir grande parte das vagas que não foram disponibilizadas no concurso para os contratados e apaniguados, com o objetivo de captar votos em troca de emprego na Prefeitura...
          
Vejam que nas duas hipóteses o prefeito ganharia e teria lucro fazendo ou não fazendo o concurso, resta saber qual será a decisão da Justiça: se permite o um concurso cheio de falhas, vícios e irregularidades, ou se cancela o Concurso e permite que o Prefeito ganhe tempo, provavelmente até o fim do mandato, ou ainda se o Poder Judiciário vai encontrar uma forma de sair deste emparedamento, e obrigar o Prefeito a fazer um Concurso Público sério, dentro da Lei, com todas, ou pelo menos uns 2/3 das vagas disponíveis, e com o assessoramento de uma empresa reconhecida por sua seriedade e idoneidade, e que principalmente não esteja sendo denunciada por fraude.
          
Caso o poder judiciário seja obrigado a decidir entre as duas opções colocadas maquiavelicamente pelo Prefeito, em nossa opinião a melhor opção seria anular o edital e cancelar o concurso, é melhor não ter concurso algum do que fazer um concurso fajuto e cheio de ilegalidades, permitindo que a população de Tucuruí e cidades vizinhas percam seu tempo e dinheiro em um concurso parcial, com tantas irregularidades, falhas e indícios de tentativa de fraude. 
       
Quem quiser pode ver a matéria do Jornal de Tucuruí denunciando as inúmeras irregularidades e falhas deste "concurso". Para ver a matéria do JT, Clique Aqui.
    
Vejam a cópia da sentença que obriga o Prefeito Sancler (PPS) e fazer o concurso sob pena de multa pessoal e afastamento do cargo.
      


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